domingo, 29 de agosto de 2010

Quem se importa?

Estive pensando esses dias sobre a vida, e cheguei à conclusão que a minha está repleta de paradoxos. E a sua também.

Amanhã será um novo dia. Ainda seremos os de hoje, mas não os mesmos. Não respiraremos o mesmo ar, não repetiremos as mesmas ações, não falaremos as mesmas coisas, não - provavelmente - nos vestiremos do mesmo modo. Portanto, seremos outras pessoas. Nem faz muito sentido. Mas eu gosto de dar sentido, principalmente ao que digo - e ao que escrevo. Mas as coisas nem sempre são o que parecem significar. Vida, dias, ontem, hoje, agora, e o amanhã nunca chega. Onde quer que você- ei, há um "você" aí? - esteja e quem quer que seja.

Confesso que não queria escrever nada disso. É mais forte que eu e até acho meio sem graça, preciso inovar. Mas não posso me conter. Sendo assim, não me resta alternativa senão continuar. Que fique claro que minha única intenção ao fazê-lo, ao contrário de tentar entreter, é não reprimir-me. Contar histórias nem é meu forte mesmo.
Deixo apenas a palavra me guiar, sem pensar nos rumos pelos quais ela pode ir. Sem intelectualizar o verbo escrever. Pra quê, não é mesmo? Muita gente acha que pra escrever qualquer coisa que seja é preciso pensar e se esforçar muito. Mas não, não tem mistério. É só deixar as palavras saírem mesmo. Escrever é como abrir uma torneira. Mesmo que não signifique absolutamente nada. (Mas e daí? Voltemos ao foco.)

Então, por que não dizer que talvez eu esteja tentando alinhar alguma coisa a outra - seja lá o quê -, e de repente me dou conta de que meus interesses são até maiores que minhas realizações. A verdade é que já não me resta assunto aqui. Não propositalmente crio certos limites , tenho medo de permitir a o outro - o leitor... - que me conheça por demasiado. Na verdade não gosto de aprofundar muito as relações interpessoais, as deixo até superficiais. É, não me sinto confortável. E acho interessante, porque basta ler o que escrevo pra saber como eu sou. E eu não quero deixar que isso aconteça, definitivamente não. Mas por que não se expor o que penso é o único objetivo e única 'ação' aqui? Medo? Outro paradoxo.

Prosseguindo, só quero dizer que - lembrando sou apenas o instrumento que leva as palavras aonde elas querem, nada disso estava planejado, só as estou obedecendo - que prestem mais atenção a cada ação realizada e seus efeitos (desde abrir os olhos ao acordar à interação com as pessoas e o mundo afora). Nós, seres humanos, somos o maior paradoxo que poderia existir. Porque, afinal, nosso corpo é um só. Mas não é só corpo. Somos tudo menos apenas um corpo. Estamos muito além disso. Só que ele é a 'tela' onde expomos tudo isso que vai além dele. Mas acontece que esquecemos de prestar atenção nele na maioria das vezes. Perceber o chão que pisamos, olhar à nossa volta, mas não com os olhos. Apurar mesmo os sentidos. Apurar as coisas, mas não só as que estão a nosso alcance físico. Perceber que tudo que se passa não é por acaso... Cada dia vivido é um passo dado. E nunca transgride. Nunquinha, tenho certeza. Se viver não é assim, mil perdões, mas isso é também paradoxal.

Assim como os dias, cada palavra escrita também é um passo a mais. Elas (as palavras) sempre estão em busca da significação, mesmo que nem sempre consigamos dar isso a elas. Eu escrevo, você lê, eu significo, você interpreta, eu penso, você absorve - mas cuidado: você absorve à sua maneira, com toda bagagem intelectual que carrega consigo -. A palavra é necessária... assim como o contato, o olho no olho, o toque, a sensibilidade do ser humano para com as coisas com as quais ele convive. E outro paradoxo que me cerca: você não está me olhando, mas com certeza está me vendo através das minhas palavras, e disso tenho certeza. Seria impossível não ver. Paradoxo? E daí?

domingo, 1 de agosto de 2010

O inigualável...

Você provavelmente já deve ter se surpreendido pensando em algo que ainda não conhecia, mas gostaria muito de provar. Provavelmente! Há aproximadamente duas semanas, eu sequer sabia da sua existência. Passeando por sites de fotografias, os vi e imediatamente me encantei com sua 'fofura' e elegância.
Estou falando de pequenos pedaços de paraíso em formato circunferencial, crocantes por fora e macios por dentro. São eles, os macarons!
Meu primeiro contato com eles foi hoje, na pâtisserie Douce France, na Alameda Jaú, em São Paulo. Os sabores escolhidos: chocolate e amêndoas.
Minhas impressões sobre o doce corresponderam às expectativas. Seu cremoso recheio tem um suave e delicioso sabor, um pouco mais perceptível que o da massa, que é levemente crocante. Ambos com a textura perfeita.
Não sou nenhuma expert em assuntos gastronômicos, mas me apaixonei pelos macarons não apenas pelo delicioso sabor, mas também pela impecável e caprichada aparência. Macarons e seus tons pastéis, inclusive, emprestam seu charme a fotos principalmente francesas, de espaços e marcas gourmets.
O doce está no Brasil há aproximadamente uma década. Entretanto, não é muito popularmente conhecido, devido ao fato de que é um doce de complexo preparo e bastante sofisticado, sendo assim vendido apenas em seletos cafés, pâtisseries e padarias.
Diz-se por aí que é originalmente francês, mas ele tem sua origem em Veneza, na Itália. Foi levado pela corte de Catarina de Médicis à corte francesa, onde ganhou seu formato atual por Pierre Desfontaines, fundador da famosa Pâtisserie Ladurée, que introduziu o cremoso recheio entre os biscoitos!
Macarons são um prato cheio - mas não encha o prato, hein - pra quem quer apreciar um doce suave e muito saboroso, e são ótimo acompanhamento para um chá ou um cafezinho.
O que eu quero dizer é que, se você topar por aí com um macaron - lê-se 'macarrôn' -, prove-o. Você poderá me agradecer por isso depois :)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Humanize


Há pouco mais de um ano, assisti a uma palestra em que a jornalista Eliane Brum, repórter especial da revista Época, contou um pouco sobre a profissão repórter, através de relatos de suas experiências.
Hoje, enquanto andava pela Faria Lima, enxerguei um mendigo, obviamente todo sujo, e com as características físicas de todo mendigo. Eis que o homem falava com si próprio! Normal, né... a maioria dos mendigos faz isso. Uns apenas exageram um pouco mais, outros menos. E a primeira coisa na qual pensei foi: "credo, eu hein..."
E o que isso tem a ver com a palestra? Bom, vamos lá.

Eliane explicou que o repórter precisa ter, em geral, fragilidade e perceptividade ao analisar personagens da vida real e relatar suas histórias. Na minha percepção, porém, isso se aplica a toda sociedade!
Tudo bem que a mídia, de fato, é quem estipula quem vai ganhar "espaço" e exposição nos veículos. Ela é quem torna certas pessoas visíveis, enquanto que outras ficam invisíveis. E é apenas aí que essas características (fragilidade e perceptividade) se diferem - ou ao menos deveriam - dos cidadãos "normais".

Voltando à "loucura", puro preconceito da minha parte julgar aquele homem apenas pelo fato dele estar à margem do que considero "normal" pra uma pessoa. Eliane, numa de suas reportagens, traçou o perfil justamente desse tipo: um homem louco, aos olhos alheios. Era conhecido como o "gaúcho do cavalo de pau", porque vivia montado num cabo de vassoura fingindo cavalgar por aí. Não preciso nem perguntar se alguém consideraria isso algo sensato, com uma explicação viável e se interessaria em saber o porquê

Aí então é que entra a fragilidade, e mais que isso, a sensibilidade. Um mero invisível aos olhos e ao interesse dos cidadãos e da mídia. Entretanto, o que poderia parecer simples loucura aos olhos de quem o via, sem enxergá-lo de fato, tinha uma explicação. E razoável: era a forma encontrada por ele de subverter aquela realidade a qual estava submetido. Era como uma válvula de escape. Sua vida era mais feliz assim.

Os bastidores dessa reportagem estão no livro "Olhar e Escuta", publicado pela jornalista. E não recomendo só aos estudantes de comunicação. Porque comunicar faz parte da vida de todos nós, embora nem sempre o façamos de forma sensata. E é uma coisa involuntária, eu sei. Porém, há varias formas de abrir nossos olhos e nossa escuta. Aliás, se eu fosse hierarquizá-los, estariam no mesmo nível.

E é aí que quero chegar: não é muito mais cômodo pra nós, seres humanos em geral, acreditarmos em nossa verdade a tentar compreender o porquê de certas coisas?

Olhar. Enxergar. Ouvir. Compreender...

domingo, 18 de julho de 2010

Que não vire pó...


Estou bebendo dessa fonte, mas já não é suficiente. E não, ela não está se esgotando. Simplesmente não se faz eficiente. A verdade é que ela nunca foi imprescindível e necessária.
Agora, o importante é ir atrás de novos combustíveis, mas aqueles que fazem o "motor arrancar". Aqueles realmente potentes. É a isso que me refiro; porém, há uma incógnita nessa questão: onde, como e quando iniciar essa busca?
Acho que querer sair de certo ponto sem saber como é o outro é tarefa árdua para alguns. Existe medo, insegurança, receio...

Mas será mesmo que sou capaz de decidir o meio? E será que os fins justificam os meios? O que é ser feliz? Será que é possível esperar para ser feliz? Claro que me refiro a alguns aspectos de felicidade, apenas.. não ela como um todo. Ops, temos aí um dilema: será que felicidade pode ser fragmentada em diversos aspectos sem ser considerada como um todo?
Será que é possível ser feliz na vida pessoal, e infeliz no trabalho, e vice-versa? Acho que estou realmente equivocada. Esperar, esperar, esperar... Mas tomar certas decisões requer tempo e planejamento. Será? As mesmas coisas a serem postas à prova 'mais tarde' seriam as de agora.
Coragem, insegurança, falta de planejamento, sabedoria... medo!

Tempo não volta. Isso é certo. Tempo é constante, e é a coisa mais importante a ser desperdiçada. Qual o fio condutor da vida? Você sabe a resposta? Eu sei. É o tempo. À medida em que inspiramos e expiramos, o tempo está passando. E ele é bemm espertinho. Se não cuidarmos, pode levar tudo que considerávamos importante... ou apenas bom! A questão é saber administrá-lo para que nada disso não seja levado. Conservar amigos, adquirir outros, ganhar conhecimento através de experiências - e também de livros, claro! Tudo bem, este pode nem ser o objetivo de todos. Às vezes, o objetivo confunde-se com outras coisas mesmo...

Nem eu sei as respostas pra isso na minha própria vida. De repente, cá estou, em frente ao computador, devaneando... pra quê? Boa pergunta. De repente o tempo não estaria sendo melhor gasto se eu estivesse falando disso com alguém? Ou sei lá, me ocupando com alguma coisa?

Sei lá. Quem sabe, né? Sou eu e só eu. Quem sabe, né? QUEM SABE?
Não acredito na teoria de que temos direito apenas a uma vida aqui na Terra, mas acredito que a cada passagem nossa aqui é pra ser vivida da melhor maneira possível. Beber de apenas uma fonte não basta, às vezes. Outras, sim. Cada caso é um caso. Acho que uma provável resposta pra questão de como aproveitar isso pode ser trazer algo novo de cada dia vivido. E tentar vivê-lo de forma prazerosa.

Viva. Viva como gosta, sem ferir os 'direitos' do próximo e estrapolar a lei, é CLARO :). Acho que nada mais importa. Pisar em terrenos desconhecidos, expandir a mente, estudar e adquirir conhecimento estão também incluídos no "pacote". Busquemos novos combustíveis quando os existentes não forem suficiente para nossas realizações. E que o tempo não faça com que elas virem pó...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Meu vício é você, e não vai passar"

Já faz mais de mês. A música tomou conta de mim, e não só os sons mágicos de uma orquestra perfeita, mas a emoção com que as vozes intérpretes a conduziam. Mas não, não era apenas música. Era uma coisa muito maior, que eu ainda viria a descobrir naquele dia.
Esqueci-me de tudo que havia vivido antes dessa experiência. Lágrimas já não eram suficientes pra expressar minha emoção diante do elenco cantando "Canção de um verão".
Assim que a introdução de "Mamãe me explica" começou, não entendi muito bem aquela sensação. Num misto de frio e calor, me arrepiei ao ouvir Malu Rodrigues cantar as primeiras notas... "mama me explica, mama me ensina...". Uma voz doce, mas muito firme. Uma interpretação doce, mas muito firme.

O que eu posso falar sobre "O Despertar da Primavera"? Seria superficial apenas dizer que o elenco, composto em sua maioria por jovens belos e (muito) talentosos, trata de descobertas da vida, do amor. Mas sim da nova vida, do novo amor. "O Despertar" não é apenas um musical. É 'O' Musical. É uma obra-prima. É genial. É imperdível. É coisa que não se pode deixar passar. Mas cuide-se: se você for uma vez, vai querer ir outra. E outra. E outra.

Eu, particularmente, senti uma inacreditável vontade de estar ali e ali e ali. Incluída naquela história. E de fato estava. Minha descoberta, isto é, MEU DESPERTAR, foi para o extraordinário mundo existente naquele palco.

"Seu corpo quer provar, é só sentir"

Não apenas meu corpo estava ali. Além dele, tenho certeza de que, como eu, o público estava ali por inteiro. Alma, corpo, mente, coração. Minha vida não seria mais a mesma depois de um amigo de Porto Alegre me recomendar o musical, e eu, do nada, ter a brilhante ideia de sugerí-lo para a programação de certo dia.
Mais que mágica, a atmosfera e o entrosamento dos atores é algo incomum. Lembro-me perfeitamente. Até mesmo cenas como o amor de Wendla e Melchior, ou o beijo entre Hanschen e Ernst foram impressionantes para mim, que tenho 19 anos. Mas digo impressionantes porque foram intensas demais. Foram brilhantemente executadas. Cenas lindas. Cenas loucas, nas quais os hormônios dos personagens pareciam estar fervendo.

Tudo era muito real. Não me esqueço do momento em que Martha e Ilse cantavam "Um escuro sem fim", música que trata sobre o incesto, lacrimejando. Foi incrivelmente forte. "Lá no fundo de mim é um escuro sem fim", cantavam, com intensidade. "Venha", outra cena impressionante em que todos do elenco interpretam com muita verdade. "Venha me tocar onde eu gosto, eu te peço". Dá pra ter uma ideia? Não, não dá!!! É, sim, chocante. Mas é poeticamente chocante.
Desperte com o despertar. Se você tem 14, 15, 20, 30, 40, 50 primaveras... não importa! No espetáculo, há jovens personagens despertando para a vida e todos esses dilemas dessa fase, além de alguns outros (...você definitivamente precisa assistir pra entender sobre o que falo!). Mas todas as idades despertarão para algo novo. Falo sobre algo TOTALMENTE novo.

Nos afundaremos na atmosfera de um espetáculo inundado de emoção, cenas ardentes, cenas poéticas, cenas divertidas, cenas criativas, cenas VERDADEIRAS, e, principalmente, cenas BRILHANTEMENTE executadas.

Desperte ao lado deles, e nunca mais vai querer adormecer.


*A peça está de volta a São Paulo.
*TODAS as informações AQUI!



Não pode vir a São Paulo assistir? Dá pra ter uma ideia assistindo a trechos dele
AQUI!

sábado, 10 de julho de 2010

Neeem tô...

É incrível como algumas coisas têm o dom de me deixarem louca. É incrível como me deixo levar por isso, mas é (muito) mais forte que eu. E repreender não é a melhor saída. Mas quando vejo o que está - aparentemente - errado, quero me transportar num submundo privado onde só eu tenho o absoluto controle sobre alguns aspectos da minha vida. Quem nunca passou por isso, por favor, que atire a primeira pedra. Quem nunca desejou ser uma mosquinha? Por favor, não minta. Eu sei que sim. Por favor! Não minta. Eu posso até não saber, mas sei que acho o contrário.

E daí? Achei bonitinho:)

Não minta. Por favor. Eu posso até não ter o dom das palavras, mas elas são minhas. E é essa a verdade. Minhas, e de mais ninguém. Eu as conduzo do modo que julgar mais conveniente. E às vezes nem julgo nada. Na verdade, acho até que elas conduzem mais a mim do que eu as conduzo. Inconvenientemente até, eu diria. Bá, que confusão. Você não deve estar entendendo nada. Nem é pra entender. Aliás, se você chegou até essa parte do texto, parabéns. Pra mim! Ao som de 'Raindrops from the sun - Imani Coppola', estou me imersando num 'emaranhado de ideias' completamente sem sentido. É, sem sentido mesmo.
Quem disse que é pra ter sentido, né?
Os frankfurtianos estavam certíssimos. A influência das coisas depende das condições - meio e etc - em que vivemos.
Então releve, por favor. A culpa é da música, que é meio louquinha mesmo...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Jornada (nas estrelas?)

Meus pés e eu. Meus pés e o chão. Meus pés no chão. Aí, meus pés se movem para frente, passo a passo, sem pressa. Ou com pressa. Não importa. Eles estão percorrendo um caminho, mesmo sem saber se vão chegar.

Pés curiosos, pés ansiosos, pés apressados, pés cansados, pés determinados.
Os pés andam, sempre na mesma direção. É pra isso que eles foram feitos. Se não for pra que eles andem, então pra que os temos? Ah, pra nos equilibrarmos, talvez. Ou pra nos mantermos em pé. Mas nem todos têm pés, infelizmente.

Ainda que seu destino seja tão distante para seus pés. Muito perto pode estar o que quiser. Tentando alcançar algo distante, nos tornamos fortes e seguros para começar a andar. Aí, obtemos força para ir cada vez mais rápido... quando apenas caminhar não for o bastante, começamos a correr. E aí, quando estivermos na metade do caminho, tentemos o que humanamente - em teoria - é impossível. Tentemos voar.

Nem sempre o caminho mais fácil será o melhor. O terreno e as condições nem sempre são favoráveis para pisarmos ou alçarmos vôo. Alguns exigem precaução e esforço, como a areia movediça: cuide-se, ou irá se afundar. Além dela, pode ser mais gratificante o que encontrar. Se você está caminhando no asfalto, sorte sua. Não será necessário maiores cuidados ao pisar (ou ao correr, ou pular). Mas certifique-se de que esse fácil caminho o levará de fato aonde pretende chegar. A curto ou a longo prazo.

Tropeçar não é certificado de derrota, e o êxito muito menos de vitória. Quem tropeça pelo caminho pode levantar-se. Mas só quem está aberto a isso. Quero dizer, se você está indo pelo caminho mais difícil com a certeza de que irá chegar - isso não é uma regra -, pode desmotivar-se no primeiro tombo.

Os pés nem sempre sabem aonde querem ir. Eles podem simplesmente andar em círculos, e andar, e andar, e andar. Do mesmo modo que eles estão sujeitos se enganar. Ah, eles também podem cansar, e perder a força. Assim, precisamos saber a hora de dar-lhes descanso.
O que eu quero dizer com isso? Pode até parecer sem pé nem cabeça.
Mas use seus pés. Se você os tiver.

domingo, 20 de junho de 2010

Faz todo sentido.

Seis da manhã. Onze da noite. Meu dia começa e termina, respectivamente, nesses horários. Às vezes, sinto-me como se estivesse presa a um certo meme, a um certo ritual, a uma certa imposição da qual não estou apta a me livrar. As horas restantes são nas quais desligo do meu eu e vou para outro plano, seja lá qual for. Só não sei se, lá, sou quem penso ser, ou quem gostaria que fosse. Se eu fosse eu, como diria Martha Medeiros, faria qualquer coisa que quisesse a qualquer horário. Mas, descobri que nem sempre é tão fácil ser eu mesma a toda hora. Se eu fosse "eu" cada vez que quisesse, seria (muito) menos tolerante, com os outros e comigo mesma. Seria mais livre para rir do que quisesse. Seria mais tola ao dizer o que penso a quem acha que eu sou tola a ponto de crer em certas tolices. Não gostaria que certos dias acabassem, e esperaria ansiosamente pela próxima manhã. Se eu fosse quem penso que deveria ser, me renderia mais facilmente ao desconhecido. Exporia mais meus defeitos, afinal não preciso de quem não os aceita. Me deixaria, também, enganar mais vezes, porque a vida sem conflitos não vale a pena. Tentaria me libertar da loucura que corrói meu cérebro a ponto deste autoflagelar-se e reprimir-se por certas situações... Se eu fosse o eu que gostaria, esse pseudo-eu, não falaria quase nada. Só o necessário para me comunicar.

É. Definitivamente, ser eu é muito mais monótono e (totalmente) sem sentido do que eu pensava. De qualquer maneira, vivo. Reconheço. Mas quase desconheço quem sou. Gosto disso.

"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar." Clarice Lispector

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pelo direito de ser brasileiro

A cidade esquece sua rotina e pára em plena terça-feira à tarde. As pessoas ficam incapazes de deslocar-se com comodidade, devido ao grande fluxo de gente e carro. A Av. Paulista torna-se um palco verde-amarelo onde a principal atração é a pressa. Sim, a pressa por sair dali. Não necessariamente "dali", mas do caos. Nesse dia, a afobação dos cidadãos em chegar o mais rápido possível a seu destino é inigualável. Igualmente ao empenho deles em organizar uma "cerimônia" com direito a comes e bebes, bandeirinhas do Brasil e vuvuzelas, e em reunir sua turma para o tão esperado momento em que o centro das atenções - finalmente - é o continente mais pobre do mundo. Ah, não... me enganei. É a seleção brasileira de futebol!

O grande porém, na verdade, é ter a certeza de que tanta mobilização, capaz de enfrentar trânsito e multidões, faça chuva ou faça sol, acontece apenas de quatro em quatro anos. Pior: acontece tão e somente para assistir aos jogos do Brasil. E não, não estou sugerindo que essa repentina vontade de ser patriota mostrando orgulho e apoio ao país tem efeito negativo (longe de mim dizer isso!). Só acho que um país como o nosso, principalmente nos quesitos políticos, mereça mais "demonstrações públicas de afeto". Mobilizando-se em prol de seus direitos. Se o país do carnaval e do futebol dedicaria-se para isso tal e como fez na tarde de ontem? Improvável...

Multidão que foi ao Vale do Anhangabaú (São Paulo-SP), ontem, assistir à estreia do Brasil na Copa.

domingo, 30 de maio de 2010

Fofodramas da vida real

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre o filme Dream Girls, que traz Beyoncé como uma das protagonistas, e nasceu a partir do musical da Broadway de mesmo nome. Já menos glamuroso, cito o filme brasileiro Antônia, que surge do seriado de mesmo nome da TV Globo, e traz como uma de suas protagonistas Negra Li. Saindo dessa linhagem de filme-musical, menciono Daddy Day Care, cujo protagonista é Eddie Murphy. Você deve estar se perguntando: "ok, e o que eles tem a ver?" - Pois bem, são três histórias que tratam de grupos de amigos(as) em busca do sucesso, nas quais há conflitos, altos e baixos da história, etc.
Não é preciso ser um analista de mercado para perceber um traço além disso em comum entre as três películas: há sempre a personalidade mais forte, que "puxa" os outros quando tudo parece prestes a desmoronar; há aquele mais mau-humorado, pessimista; há o mais inseguro, que embora tenha medo, tem seu amigo como alicerce, para apoiar-se. Receita que funciona, na maioria das vezes. Mas não só nos filmes, também na vida real!


Ahhh, é claro! Quase esqueci de mencionar o Marley. Marley? Que Marley? O cãozinho, claro. Quem passou os últimos tempos nesse planeta deve ter ouvido falar sobre o filme Marley e Eu, baseado no livro de John Grogan, que retrata a vida de um casal que adota um cão muito levado, "o pior cão do mundo" (como mencionado inúmeras vezes), mas de incondicional lealdade e coração puro. Quem não chorou ao assistí-lo que atire a primeira pedra!
Não é coincidência que esse mercado de filmes "fofodramáticos" - acabei de inventar isso -, uma mistura de comédia, momentos fofos, outros de superação e um pouco de drama, retratem tão bem o cotidiano de nossas vidas, fazendo com que nos identifiquemos com os personagens, situações, sentimentos e conflitos por eles vividos. Faz parte, de certa forma, da teoria dos usos e satisfações, que nada mais é do que a explicação do motivo pelo qual consumimos tal produto (no caso, os filmes), e por que nos autoprojetamos em personagens ou momentos dele ao assistí-lo.

Aonde eu queria chegar ao mencionar, especificamente, esses 4 filmes? No assunto central deles: a amizade. Embora tão distintos entre si, sua moral, a meu ver, é a mesma: se você tem amigos, preserve-os. Serão eles que irão te ajudar quando precisares e estarão contigo em busca do sucesso, não importa se há conflitos, desentendimentos, mágoas e até distância - essas características do "fofodrama" que eu mencionei ali acima. Laços de amizade sólidos permanecem pra sempre.
Tudo bem que não há uma regra acerca de amizade verdadeira. Só nós somos capazes de "julgar" quem são os nossos amigos de verdade, os merecedores da nossa tão preciosa amizade.
Por outro lado, nem sempre temos bom senso em estabelecer se nós mesmos somos merecedores da amizade alheia, e aí é que está o ponto. Como nos filmes, há aquele que procura resolver quaisquer mal-entendidos, mas nem sempre é compreendido. Há aquele que sempre discorda. Há também um para cada característica, ou o mesmo para todas elas juntas. São personagens, querendo ou não, da vida real, embora vivam realidades totalmente fantasiosas... Enfim, dei voltas e voltas só pra dizer: valorize seus amigos - sejam eles pessoas ou bichinhos -, eles são um bem muito precioso nas vidas de todos nós. :)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nos tempos de antigamente

O mundo gira (sério?). Dá voltas completas, isto é, 360º (nossa, nem sabia!). E já paramos pra pensar que, mesmo assim, as coisas mudam como se ele fosse e voltasse, sem parar, girando loucamente de um lado pro outro? É, você pode nem ter notado, mas muita coisa até que imperceptível já mudou de pouco tempo pra cá.

Antigamente, pulseiras de plástico eram apenas... pulseiras de plástico! Hoje, elas têm um significado sexual (oi?). Antigamente, as relações sociais eram feitas pessoalmente: ao vivo, em carne e osso. Hoje, as pessoas passam até mais tempo se comunicando via redes sociais e messenger. Conhecidos que moravam longe um do outro se comunicavam por cartas, e, no máximo, telefone! Hoje, temos o Skype, que permite uma comunicação audio-visual! Ô coisa doida essa globalização. É... os tempos mudaram (aliás, estão mudando constaaantemente).

Quando não existia o Youtube, ligávamos para a MTV pedindo os musicvideos do momento. Celebridades instantâneas? Só participando de reality shows! Hoje, qualquer um posta qualquer vídeo infeliz e, não sei por que diabos, fica famoso! Celebridades permanentes? Sim, talentos, principalmente da música, foram descobertos no Youtube (vide Justin Bieber e Esmée Denters). No tempo em que não existia Orkut, atrizes faziam testes para participar do cast de um filme. Acho até que a Laura Neiva foi a pioneira nesse negócio de atriz (séria né!!) descoberta no Orkut.

Os jornais impressos ainda eram o meio mais eficaz para que as pessoas pudessem se atualizar. Hoje? Internet, que apura tudo em tempo real. Para que esperar até a infinidade de jornais ser impressa no dia seguinte se você pode saber aqui e agora? As assessorias de imprensa atuavam como mediadoras entre pessoa/empresa e a mídia (público que queriam atingir). Hoje, o Twitter está aí pra desafiá-las.

Lembro-me de uma cena da época de colégio, 4ª série: estávamos indo de ônibus pra um passeio, e a professora, super empolgada, sugeriu: "vamos ligar pra (rádio) ElDorado e pedir uma música!!!:D" Naquela época, nem sonhávamos com Ipod, Mp3 (já chegamos ao Mp10?), ou coisa parecida. Tenho na memória um celular Nokia tijolão que minha comprou assim que surgiu. Era a minha alegria ligar do celular. Hoje, ele já está até no relógio de pulso...

Nós, velhas crianças de antigamente, passávamos muito mais tempo correndo pela rua e subindo em árvores, brincando de pega-pega, pique-esconde, etc, etc, etc, do que as crianças de hoje em dia, que estão mais preocupadas em ganhar moedas verdes e roubar coisas da fazendinha alheia daquele infeliz jogo, a "Colheita Feliz"; entrar no orkut e no messenger; ir fazer perguntas anônimas para seu pretendente no Formspring! É... mudaram (até caderninhos de receita foram substituídos pela facilidade da Internet)!

Em contrapartida a toda essa movimentação tecnológica e cultural, somos pessoas, logo pensamos. É, pensamos. E, parando pra pensar, vivemos momentos e temos pensamentos (!!) que variam o tempo todo, lidamos com pessoas que pensam diferente, lidamos com pessoas que pensam igual, tomamos decisões, enfrentamos situações diárias, a vida é uma negociação! Ao contrário de todos esses recursos que apenas avançam, nunca regridem - em termos tecnológicos -, NÓS temos o poder (yes!) de mudar decisões, de nos arrependermos e pedir perdão. Ainda mais: temos o poder de, se quisermos - nem que seja por um dia - regredir, esquecer todas essas coisas modernas e preocupações de gente grande, e voltarmos a ser as crianças que éramos antigamente!

#theend

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Luxo: ser ou ter?

Hoje, ao ler a Folha de S. Paulo, deparei-me com a capa do caderno FolhaTeen (trazendo o título Juventude Dourada), que era exatamente essa:

A menina chama-se Caroline, 16 anos. Usa um vestido cravejado de cristais swarovsky, e teve sua festa de aniversário no terraço da Daslu. Curiosa, li a matéria completa, na qual outros jovens da classe AAA paulistana (que, por mais incrível que possa ser, representam 0,6% da população brasileira) contam como é e o que sentem fazendo parte desta bolha social. E não é que, até eles, pertencentes do mesmo mundo - onde querer é poder - divergem nas opiniões? A partir de então, fiquei martelando sobre o assunto (o luxo!).

Se pesquisarmos o conceito de luxo, poderemos afirmar que este é diretamente relacionado ao consumo, de serviços ou produtos exclusivos. Claro que agora existe a questão de valores agregados ao produto final, como sustentabilidade - diga-se de passagem: está em aaalta - ou qualquer outro tipo de inovação que o torne raro e valioso (logo, que não seja apenas caro). Nesse contexto, é possível afirmar que, para alguns, e não restrinjo esse alguns apenas ao público A, luxo é poder (mas nem sempre em ambos os sentidos), ou seja: ir a festas exclusivas, como o reveillón na CatHouse (Las Vegas), arrematar obras de arte a preços não muito amigáveis, beber Kopi Luwak all the time, voar de balão na África do Sul...É, confesso que não entendo muito de luxo - quase nada -, só estou chutando. Na verdade, sequer experimentei algumas dessas coisas citadas aí acima.

A realidade é que 0,6% da população pode ser dar ao luxo de "usufruir" de tais extravagâncias. A verdadeira moral da coisa, creio, é viver cada experiência tirando certo proveito dela, como lição de vida mesmo. Por mais banal que possa ser. E não falo só desse luxo consumista. Exemplo? Para os rapazes, a emoção de ir à final do campeonato de futebol e assistir à vitória de seu time! Para as meninas, a alegre sensação de ser pedida em namoro pela paixão da sua vida, por exemplo. Coisas que são atrativas naturalmente, com MUITO valor agregado e que nos fazem sentir de fato especiais. Luxo, pra mim, é poder olhar pra trás e ver que, muito mais do que eu adquiri materialmente, construí meu caminho e uma base sólida...

É CLARO que sou consumista, e muito. Mas consumir é bom a curto prazo, porque depois daquele ritual da compra (que, segundo alguns especialistas no assunto, já é considerado mais importante e prazeroso do que ter o bem em si), e levar o produto pra casa, o máximo que pode acontecer é guardarmos tal coisa, pensando em usá-la/consumí-la em algum desses momentos "banais" que nos ajudarão a construir uma história e nos farão de fato felizes. Por exemplo, meu maior luxo atualmente é poder ir pra Porto Alegre ver minha família e amigos, o que não é a coisa mais frequente do mundo. Um final de semana já me deixa feliz. É o momento que me proporciona isso.

Anyway, o que quer que seja luxo pra você, be happy! É pra isso que estamos nesta vida!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pela corrida presidencial...

(Por Luísa Zottis)

A corrida presidencial deste ano está acirrada, e tem se mostrado, de certo modo, desfavorável à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. De modo geral, a imagem que se tem construído acerca da ex-ministra da Casa Civil é a de uma mulher despreparada para o cargo o qual disputa, sem um próprio plano sólido de governo, e que usa o portfólio do atual presidente – que é do mesmo partido – para se firmar na corrida presidencial. Porém, ao analisarmos que o jornalismo não se mostra parcial de um modo explícito em relação à candidata (nem aos demais), não necessariamente todas as matérias a seu respeito apresentam um tom negativo ou positivo. Muitas delas são notoriamente neutras em relação aos aspectos apresentados.

Como exemplo de matéria neutra, podemos citar a que foi veiculada no Jornal da Band, dia 5 de maio, de seguinte título: “Candidatos à presidência buscam apoio de outros partidos”, a qual apenas explicava-se que ambos os principais pré-candidatos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), foram em busca de apoio político para suas candidaturas. Sem qualquer entonação de crítica ou aprovação, a matéria é de gênero meramente explicativo e técnico, conforme constatamos ao analisá-la. Além desta, as outras matérias de gênero neutro publicadas nos diversos veículos sobre Dilma, em sua maioria, apresentam basicamente essas características – explicação técnica, sem comparações, críticas ou qualquer entonação tendenciosa a seu respeito, o que não permite ao leitor que este analise aspectos relevantes para sua formação de opinião, mas agregue apenas informações adicionais não tão importantes para a decisão final, na urna.

Já a matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, no dia 17 de abril, de título “Dilma acena com incentivo a empresários”, é de gênero muito positivo para a pré-candidata. A matéria mostra que Dilma tem a intenção de se alinhar a empresários, auxiliando-os e apoiando seus projetos, visando a geração de empregos e a garantia de estabilidade do setor industrial. Além disso, é clara e sucinta em relação a seu conteúdo. Especifica o fato sem pôr em cheque a integridade e a transparência das propostas apresentadas pela candidata, o que contribui positivamente para que a percepção do leitor seja favorável à posição da pré-candidata.

Por outro lado, uma matéria intitulada “Campanha começa em clima quente”, veiculada na revista IstoÉ do dia 14 de abril, não é nem um pouco favorável à ex-ministra. Conforme publicado, a corrida presidencial tem forte caráter de ataques entre os principais presidenciáveis (tucanos e petistas), marcado pela presença de desconfianças, contradições, falsidade e, principalmente, provocações e afirmações irônicas por parte das afirmações de ambos. A notícia, porém, mostra-se desfavorável também ao ex-governador de São Paulo, José Serra. Enquanto partidos de oposição classificavam atos de Rousseff como oportunistas e de encenação, a petista afirmava sobre Serra: “A oposição é lobo em pele de cordeiro”, referindo-se a elogios que este fazia ao atual governo do país. Uma fonte da matéria, em contrapartida, opina: “Normalmente, quem bate perde”, o que mostra que ambos os pré-candidatos estão errados em construírem suas campanhas em clima de ataques - posição que é mal vista pelo leitor da notícia, que é mais do que isso: é o eleitor.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parabéns...?


Um dos dias mais esperados do ano chega, e com ele muita ansiedade e expectativa. Ser e se sentir especial é o que todos querem. Não importa como, é nosso aniversário. Porém, o que você não sabe é quão frustrante pode ser um dia como esse.

Finalmente me decidi por criar um blog, mesmo sem ainda ter ideia do assunto que vou abordar aqui. De repente só devaneios próprios. Ou curiosidades que encontro por acaso. Ou apenas pitacos sobre a vida. Quem sabe, então, umas reflexões do tipo "sorte do dia" do Orkut. Tô tão sem prática no negócio (acho que o último blog que mantive foi há uns 7 anos) que tô aqui tentando desesperadamente mirabolar um texto legal pro primeiro post. Aí é que está o problema, né.

Mas, voltando ao que eu me referia quando criei o título desse post... "parabéns" para... mim! É meu aniversário! E, agora, do meu mais novo blog.

O problema é que, pelo menos pra mim, toda essa coisa de aniversário é meio esquisita. Porque, parando pra analisar, criamos expectativas de receber os parabéns (sejam eles ao vivo ou via internet), ser reconhecido por este dia! Criamos expectativas de que as pessoas se lembrem da gente, afinal, hoje é quando comemoramos mais um ano de existência. Hoje é nosso dia. Aniversário, então, é definitivamente o dia em que nos sentimos especiais, de certa forma. É o dia em que todos sabem quem somos, em que todos nos parabenizam - pelo menos é como imaginávamos que deveria ser.

Pois é, isso tudo me é muito frustrante. Porque tudo que mencionei ali é a idealização do que seria o tão esperado dia, mas pra algumas pessoas. Tudo bem que alguns até planejam uma comemoração com os amigos, família... tem o bolinho, etc. Aí vêm nossos desejos de aniversário: agora, que estou mais velho (a), vou iniciar tal coisa. Ou vou parar tal coisa... Passa um tempo - pouco tempo, na maioria das vezes - e tudo que realizamos, idealizamos, planejamos, mirabolamos volta ao seu "normal".

Sinceramente,
o importante mesmo não é ser "reconhecido" ou "idolatrado" pelo mundo por esse dia. É importante construir os laços fortes com as pessoas que amamos, admiramos e prezamos a cada dia, ou seja, dias de semana, finais de semana, feriados, férias, verões, invernos, faça sol ou chuva. Enfim, acabei por falar nem metade do que eu tenho em mente agora. Nem era pra esse ser o foco. Ok, acho que é a idade chegando...anyway, happy birthday for us!