domingo, 30 de maio de 2010

Fofodramas da vida real

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre o filme Dream Girls, que traz Beyoncé como uma das protagonistas, e nasceu a partir do musical da Broadway de mesmo nome. Já menos glamuroso, cito o filme brasileiro Antônia, que surge do seriado de mesmo nome da TV Globo, e traz como uma de suas protagonistas Negra Li. Saindo dessa linhagem de filme-musical, menciono Daddy Day Care, cujo protagonista é Eddie Murphy. Você deve estar se perguntando: "ok, e o que eles tem a ver?" - Pois bem, são três histórias que tratam de grupos de amigos(as) em busca do sucesso, nas quais há conflitos, altos e baixos da história, etc.
Não é preciso ser um analista de mercado para perceber um traço além disso em comum entre as três películas: há sempre a personalidade mais forte, que "puxa" os outros quando tudo parece prestes a desmoronar; há aquele mais mau-humorado, pessimista; há o mais inseguro, que embora tenha medo, tem seu amigo como alicerce, para apoiar-se. Receita que funciona, na maioria das vezes. Mas não só nos filmes, também na vida real!


Ahhh, é claro! Quase esqueci de mencionar o Marley. Marley? Que Marley? O cãozinho, claro. Quem passou os últimos tempos nesse planeta deve ter ouvido falar sobre o filme Marley e Eu, baseado no livro de John Grogan, que retrata a vida de um casal que adota um cão muito levado, "o pior cão do mundo" (como mencionado inúmeras vezes), mas de incondicional lealdade e coração puro. Quem não chorou ao assistí-lo que atire a primeira pedra!
Não é coincidência que esse mercado de filmes "fofodramáticos" - acabei de inventar isso -, uma mistura de comédia, momentos fofos, outros de superação e um pouco de drama, retratem tão bem o cotidiano de nossas vidas, fazendo com que nos identifiquemos com os personagens, situações, sentimentos e conflitos por eles vividos. Faz parte, de certa forma, da teoria dos usos e satisfações, que nada mais é do que a explicação do motivo pelo qual consumimos tal produto (no caso, os filmes), e por que nos autoprojetamos em personagens ou momentos dele ao assistí-lo.

Aonde eu queria chegar ao mencionar, especificamente, esses 4 filmes? No assunto central deles: a amizade. Embora tão distintos entre si, sua moral, a meu ver, é a mesma: se você tem amigos, preserve-os. Serão eles que irão te ajudar quando precisares e estarão contigo em busca do sucesso, não importa se há conflitos, desentendimentos, mágoas e até distância - essas características do "fofodrama" que eu mencionei ali acima. Laços de amizade sólidos permanecem pra sempre.
Tudo bem que não há uma regra acerca de amizade verdadeira. Só nós somos capazes de "julgar" quem são os nossos amigos de verdade, os merecedores da nossa tão preciosa amizade.
Por outro lado, nem sempre temos bom senso em estabelecer se nós mesmos somos merecedores da amizade alheia, e aí é que está o ponto. Como nos filmes, há aquele que procura resolver quaisquer mal-entendidos, mas nem sempre é compreendido. Há aquele que sempre discorda. Há também um para cada característica, ou o mesmo para todas elas juntas. São personagens, querendo ou não, da vida real, embora vivam realidades totalmente fantasiosas... Enfim, dei voltas e voltas só pra dizer: valorize seus amigos - sejam eles pessoas ou bichinhos -, eles são um bem muito precioso nas vidas de todos nós. :)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nos tempos de antigamente

O mundo gira (sério?). Dá voltas completas, isto é, 360º (nossa, nem sabia!). E já paramos pra pensar que, mesmo assim, as coisas mudam como se ele fosse e voltasse, sem parar, girando loucamente de um lado pro outro? É, você pode nem ter notado, mas muita coisa até que imperceptível já mudou de pouco tempo pra cá.

Antigamente, pulseiras de plástico eram apenas... pulseiras de plástico! Hoje, elas têm um significado sexual (oi?). Antigamente, as relações sociais eram feitas pessoalmente: ao vivo, em carne e osso. Hoje, as pessoas passam até mais tempo se comunicando via redes sociais e messenger. Conhecidos que moravam longe um do outro se comunicavam por cartas, e, no máximo, telefone! Hoje, temos o Skype, que permite uma comunicação audio-visual! Ô coisa doida essa globalização. É... os tempos mudaram (aliás, estão mudando constaaantemente).

Quando não existia o Youtube, ligávamos para a MTV pedindo os musicvideos do momento. Celebridades instantâneas? Só participando de reality shows! Hoje, qualquer um posta qualquer vídeo infeliz e, não sei por que diabos, fica famoso! Celebridades permanentes? Sim, talentos, principalmente da música, foram descobertos no Youtube (vide Justin Bieber e Esmée Denters). No tempo em que não existia Orkut, atrizes faziam testes para participar do cast de um filme. Acho até que a Laura Neiva foi a pioneira nesse negócio de atriz (séria né!!) descoberta no Orkut.

Os jornais impressos ainda eram o meio mais eficaz para que as pessoas pudessem se atualizar. Hoje? Internet, que apura tudo em tempo real. Para que esperar até a infinidade de jornais ser impressa no dia seguinte se você pode saber aqui e agora? As assessorias de imprensa atuavam como mediadoras entre pessoa/empresa e a mídia (público que queriam atingir). Hoje, o Twitter está aí pra desafiá-las.

Lembro-me de uma cena da época de colégio, 4ª série: estávamos indo de ônibus pra um passeio, e a professora, super empolgada, sugeriu: "vamos ligar pra (rádio) ElDorado e pedir uma música!!!:D" Naquela época, nem sonhávamos com Ipod, Mp3 (já chegamos ao Mp10?), ou coisa parecida. Tenho na memória um celular Nokia tijolão que minha comprou assim que surgiu. Era a minha alegria ligar do celular. Hoje, ele já está até no relógio de pulso...

Nós, velhas crianças de antigamente, passávamos muito mais tempo correndo pela rua e subindo em árvores, brincando de pega-pega, pique-esconde, etc, etc, etc, do que as crianças de hoje em dia, que estão mais preocupadas em ganhar moedas verdes e roubar coisas da fazendinha alheia daquele infeliz jogo, a "Colheita Feliz"; entrar no orkut e no messenger; ir fazer perguntas anônimas para seu pretendente no Formspring! É... mudaram (até caderninhos de receita foram substituídos pela facilidade da Internet)!

Em contrapartida a toda essa movimentação tecnológica e cultural, somos pessoas, logo pensamos. É, pensamos. E, parando pra pensar, vivemos momentos e temos pensamentos (!!) que variam o tempo todo, lidamos com pessoas que pensam diferente, lidamos com pessoas que pensam igual, tomamos decisões, enfrentamos situações diárias, a vida é uma negociação! Ao contrário de todos esses recursos que apenas avançam, nunca regridem - em termos tecnológicos -, NÓS temos o poder (yes!) de mudar decisões, de nos arrependermos e pedir perdão. Ainda mais: temos o poder de, se quisermos - nem que seja por um dia - regredir, esquecer todas essas coisas modernas e preocupações de gente grande, e voltarmos a ser as crianças que éramos antigamente!

#theend

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Luxo: ser ou ter?

Hoje, ao ler a Folha de S. Paulo, deparei-me com a capa do caderno FolhaTeen (trazendo o título Juventude Dourada), que era exatamente essa:

A menina chama-se Caroline, 16 anos. Usa um vestido cravejado de cristais swarovsky, e teve sua festa de aniversário no terraço da Daslu. Curiosa, li a matéria completa, na qual outros jovens da classe AAA paulistana (que, por mais incrível que possa ser, representam 0,6% da população brasileira) contam como é e o que sentem fazendo parte desta bolha social. E não é que, até eles, pertencentes do mesmo mundo - onde querer é poder - divergem nas opiniões? A partir de então, fiquei martelando sobre o assunto (o luxo!).

Se pesquisarmos o conceito de luxo, poderemos afirmar que este é diretamente relacionado ao consumo, de serviços ou produtos exclusivos. Claro que agora existe a questão de valores agregados ao produto final, como sustentabilidade - diga-se de passagem: está em aaalta - ou qualquer outro tipo de inovação que o torne raro e valioso (logo, que não seja apenas caro). Nesse contexto, é possível afirmar que, para alguns, e não restrinjo esse alguns apenas ao público A, luxo é poder (mas nem sempre em ambos os sentidos), ou seja: ir a festas exclusivas, como o reveillón na CatHouse (Las Vegas), arrematar obras de arte a preços não muito amigáveis, beber Kopi Luwak all the time, voar de balão na África do Sul...É, confesso que não entendo muito de luxo - quase nada -, só estou chutando. Na verdade, sequer experimentei algumas dessas coisas citadas aí acima.

A realidade é que 0,6% da população pode ser dar ao luxo de "usufruir" de tais extravagâncias. A verdadeira moral da coisa, creio, é viver cada experiência tirando certo proveito dela, como lição de vida mesmo. Por mais banal que possa ser. E não falo só desse luxo consumista. Exemplo? Para os rapazes, a emoção de ir à final do campeonato de futebol e assistir à vitória de seu time! Para as meninas, a alegre sensação de ser pedida em namoro pela paixão da sua vida, por exemplo. Coisas que são atrativas naturalmente, com MUITO valor agregado e que nos fazem sentir de fato especiais. Luxo, pra mim, é poder olhar pra trás e ver que, muito mais do que eu adquiri materialmente, construí meu caminho e uma base sólida...

É CLARO que sou consumista, e muito. Mas consumir é bom a curto prazo, porque depois daquele ritual da compra (que, segundo alguns especialistas no assunto, já é considerado mais importante e prazeroso do que ter o bem em si), e levar o produto pra casa, o máximo que pode acontecer é guardarmos tal coisa, pensando em usá-la/consumí-la em algum desses momentos "banais" que nos ajudarão a construir uma história e nos farão de fato felizes. Por exemplo, meu maior luxo atualmente é poder ir pra Porto Alegre ver minha família e amigos, o que não é a coisa mais frequente do mundo. Um final de semana já me deixa feliz. É o momento que me proporciona isso.

Anyway, o que quer que seja luxo pra você, be happy! É pra isso que estamos nesta vida!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pela corrida presidencial...

(Por Luísa Zottis)

A corrida presidencial deste ano está acirrada, e tem se mostrado, de certo modo, desfavorável à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. De modo geral, a imagem que se tem construído acerca da ex-ministra da Casa Civil é a de uma mulher despreparada para o cargo o qual disputa, sem um próprio plano sólido de governo, e que usa o portfólio do atual presidente – que é do mesmo partido – para se firmar na corrida presidencial. Porém, ao analisarmos que o jornalismo não se mostra parcial de um modo explícito em relação à candidata (nem aos demais), não necessariamente todas as matérias a seu respeito apresentam um tom negativo ou positivo. Muitas delas são notoriamente neutras em relação aos aspectos apresentados.

Como exemplo de matéria neutra, podemos citar a que foi veiculada no Jornal da Band, dia 5 de maio, de seguinte título: “Candidatos à presidência buscam apoio de outros partidos”, a qual apenas explicava-se que ambos os principais pré-candidatos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), foram em busca de apoio político para suas candidaturas. Sem qualquer entonação de crítica ou aprovação, a matéria é de gênero meramente explicativo e técnico, conforme constatamos ao analisá-la. Além desta, as outras matérias de gênero neutro publicadas nos diversos veículos sobre Dilma, em sua maioria, apresentam basicamente essas características – explicação técnica, sem comparações, críticas ou qualquer entonação tendenciosa a seu respeito, o que não permite ao leitor que este analise aspectos relevantes para sua formação de opinião, mas agregue apenas informações adicionais não tão importantes para a decisão final, na urna.

Já a matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, no dia 17 de abril, de título “Dilma acena com incentivo a empresários”, é de gênero muito positivo para a pré-candidata. A matéria mostra que Dilma tem a intenção de se alinhar a empresários, auxiliando-os e apoiando seus projetos, visando a geração de empregos e a garantia de estabilidade do setor industrial. Além disso, é clara e sucinta em relação a seu conteúdo. Especifica o fato sem pôr em cheque a integridade e a transparência das propostas apresentadas pela candidata, o que contribui positivamente para que a percepção do leitor seja favorável à posição da pré-candidata.

Por outro lado, uma matéria intitulada “Campanha começa em clima quente”, veiculada na revista IstoÉ do dia 14 de abril, não é nem um pouco favorável à ex-ministra. Conforme publicado, a corrida presidencial tem forte caráter de ataques entre os principais presidenciáveis (tucanos e petistas), marcado pela presença de desconfianças, contradições, falsidade e, principalmente, provocações e afirmações irônicas por parte das afirmações de ambos. A notícia, porém, mostra-se desfavorável também ao ex-governador de São Paulo, José Serra. Enquanto partidos de oposição classificavam atos de Rousseff como oportunistas e de encenação, a petista afirmava sobre Serra: “A oposição é lobo em pele de cordeiro”, referindo-se a elogios que este fazia ao atual governo do país. Uma fonte da matéria, em contrapartida, opina: “Normalmente, quem bate perde”, o que mostra que ambos os pré-candidatos estão errados em construírem suas campanhas em clima de ataques - posição que é mal vista pelo leitor da notícia, que é mais do que isso: é o eleitor.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parabéns...?


Um dos dias mais esperados do ano chega, e com ele muita ansiedade e expectativa. Ser e se sentir especial é o que todos querem. Não importa como, é nosso aniversário. Porém, o que você não sabe é quão frustrante pode ser um dia como esse.

Finalmente me decidi por criar um blog, mesmo sem ainda ter ideia do assunto que vou abordar aqui. De repente só devaneios próprios. Ou curiosidades que encontro por acaso. Ou apenas pitacos sobre a vida. Quem sabe, então, umas reflexões do tipo "sorte do dia" do Orkut. Tô tão sem prática no negócio (acho que o último blog que mantive foi há uns 7 anos) que tô aqui tentando desesperadamente mirabolar um texto legal pro primeiro post. Aí é que está o problema, né.

Mas, voltando ao que eu me referia quando criei o título desse post... "parabéns" para... mim! É meu aniversário! E, agora, do meu mais novo blog.

O problema é que, pelo menos pra mim, toda essa coisa de aniversário é meio esquisita. Porque, parando pra analisar, criamos expectativas de receber os parabéns (sejam eles ao vivo ou via internet), ser reconhecido por este dia! Criamos expectativas de que as pessoas se lembrem da gente, afinal, hoje é quando comemoramos mais um ano de existência. Hoje é nosso dia. Aniversário, então, é definitivamente o dia em que nos sentimos especiais, de certa forma. É o dia em que todos sabem quem somos, em que todos nos parabenizam - pelo menos é como imaginávamos que deveria ser.

Pois é, isso tudo me é muito frustrante. Porque tudo que mencionei ali é a idealização do que seria o tão esperado dia, mas pra algumas pessoas. Tudo bem que alguns até planejam uma comemoração com os amigos, família... tem o bolinho, etc. Aí vêm nossos desejos de aniversário: agora, que estou mais velho (a), vou iniciar tal coisa. Ou vou parar tal coisa... Passa um tempo - pouco tempo, na maioria das vezes - e tudo que realizamos, idealizamos, planejamos, mirabolamos volta ao seu "normal".

Sinceramente,
o importante mesmo não é ser "reconhecido" ou "idolatrado" pelo mundo por esse dia. É importante construir os laços fortes com as pessoas que amamos, admiramos e prezamos a cada dia, ou seja, dias de semana, finais de semana, feriados, férias, verões, invernos, faça sol ou chuva. Enfim, acabei por falar nem metade do que eu tenho em mente agora. Nem era pra esse ser o foco. Ok, acho que é a idade chegando...anyway, happy birthday for us!