segunda-feira, 24 de maio de 2010

Luxo: ser ou ter?

Hoje, ao ler a Folha de S. Paulo, deparei-me com a capa do caderno FolhaTeen (trazendo o título Juventude Dourada), que era exatamente essa:

A menina chama-se Caroline, 16 anos. Usa um vestido cravejado de cristais swarovsky, e teve sua festa de aniversário no terraço da Daslu. Curiosa, li a matéria completa, na qual outros jovens da classe AAA paulistana (que, por mais incrível que possa ser, representam 0,6% da população brasileira) contam como é e o que sentem fazendo parte desta bolha social. E não é que, até eles, pertencentes do mesmo mundo - onde querer é poder - divergem nas opiniões? A partir de então, fiquei martelando sobre o assunto (o luxo!).

Se pesquisarmos o conceito de luxo, poderemos afirmar que este é diretamente relacionado ao consumo, de serviços ou produtos exclusivos. Claro que agora existe a questão de valores agregados ao produto final, como sustentabilidade - diga-se de passagem: está em aaalta - ou qualquer outro tipo de inovação que o torne raro e valioso (logo, que não seja apenas caro). Nesse contexto, é possível afirmar que, para alguns, e não restrinjo esse alguns apenas ao público A, luxo é poder (mas nem sempre em ambos os sentidos), ou seja: ir a festas exclusivas, como o reveillón na CatHouse (Las Vegas), arrematar obras de arte a preços não muito amigáveis, beber Kopi Luwak all the time, voar de balão na África do Sul...É, confesso que não entendo muito de luxo - quase nada -, só estou chutando. Na verdade, sequer experimentei algumas dessas coisas citadas aí acima.

A realidade é que 0,6% da população pode ser dar ao luxo de "usufruir" de tais extravagâncias. A verdadeira moral da coisa, creio, é viver cada experiência tirando certo proveito dela, como lição de vida mesmo. Por mais banal que possa ser. E não falo só desse luxo consumista. Exemplo? Para os rapazes, a emoção de ir à final do campeonato de futebol e assistir à vitória de seu time! Para as meninas, a alegre sensação de ser pedida em namoro pela paixão da sua vida, por exemplo. Coisas que são atrativas naturalmente, com MUITO valor agregado e que nos fazem sentir de fato especiais. Luxo, pra mim, é poder olhar pra trás e ver que, muito mais do que eu adquiri materialmente, construí meu caminho e uma base sólida...

É CLARO que sou consumista, e muito. Mas consumir é bom a curto prazo, porque depois daquele ritual da compra (que, segundo alguns especialistas no assunto, já é considerado mais importante e prazeroso do que ter o bem em si), e levar o produto pra casa, o máximo que pode acontecer é guardarmos tal coisa, pensando em usá-la/consumí-la em algum desses momentos "banais" que nos ajudarão a construir uma história e nos farão de fato felizes. Por exemplo, meu maior luxo atualmente é poder ir pra Porto Alegre ver minha família e amigos, o que não é a coisa mais frequente do mundo. Um final de semana já me deixa feliz. É o momento que me proporciona isso.

Anyway, o que quer que seja luxo pra você, be happy! É pra isso que estamos nesta vida!

4 comentários:

  1. Personalidade, clareza de raciocíonio, sensibilidade e estilo. Lu, tu tá no caminho certo. Mil beijos orgulhosos....

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  2. Luiza, curti seu texto viu. Continue assim pequena gafanhota, em breve vc dominará o segredo do kung-fu das palavras.

    Curti mesmo, parabéns querida!

    Caio

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  3. texto mal elaborado, se perdendo num emaranhado de ideias a ponto de fugir do assunto proposto. Procure melhorar !

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  4. Como assim TEMA PROPOSTO? o texto é MEU..... haha (luisa z)

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