quinta-feira, 1 de julho de 2010

Jornada (nas estrelas?)

Meus pés e eu. Meus pés e o chão. Meus pés no chão. Aí, meus pés se movem para frente, passo a passo, sem pressa. Ou com pressa. Não importa. Eles estão percorrendo um caminho, mesmo sem saber se vão chegar.

Pés curiosos, pés ansiosos, pés apressados, pés cansados, pés determinados.
Os pés andam, sempre na mesma direção. É pra isso que eles foram feitos. Se não for pra que eles andem, então pra que os temos? Ah, pra nos equilibrarmos, talvez. Ou pra nos mantermos em pé. Mas nem todos têm pés, infelizmente.

Ainda que seu destino seja tão distante para seus pés. Muito perto pode estar o que quiser. Tentando alcançar algo distante, nos tornamos fortes e seguros para começar a andar. Aí, obtemos força para ir cada vez mais rápido... quando apenas caminhar não for o bastante, começamos a correr. E aí, quando estivermos na metade do caminho, tentemos o que humanamente - em teoria - é impossível. Tentemos voar.

Nem sempre o caminho mais fácil será o melhor. O terreno e as condições nem sempre são favoráveis para pisarmos ou alçarmos vôo. Alguns exigem precaução e esforço, como a areia movediça: cuide-se, ou irá se afundar. Além dela, pode ser mais gratificante o que encontrar. Se você está caminhando no asfalto, sorte sua. Não será necessário maiores cuidados ao pisar (ou ao correr, ou pular). Mas certifique-se de que esse fácil caminho o levará de fato aonde pretende chegar. A curto ou a longo prazo.

Tropeçar não é certificado de derrota, e o êxito muito menos de vitória. Quem tropeça pelo caminho pode levantar-se. Mas só quem está aberto a isso. Quero dizer, se você está indo pelo caminho mais difícil com a certeza de que irá chegar - isso não é uma regra -, pode desmotivar-se no primeiro tombo.

Os pés nem sempre sabem aonde querem ir. Eles podem simplesmente andar em círculos, e andar, e andar, e andar. Do mesmo modo que eles estão sujeitos se enganar. Ah, eles também podem cansar, e perder a força. Assim, precisamos saber a hora de dar-lhes descanso.
O que eu quero dizer com isso? Pode até parecer sem pé nem cabeça.
Mas use seus pés. Se você os tiver.

Um comentário:

  1. Lindo. Inspirador. Lu, nunca pare de escrever. Deixe teus pés te levarem por esse caminho. Mais um pouco e tu estarás voando.

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