sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Meu vício é você, e não vai passar"

Já faz mais de mês. A música tomou conta de mim, e não só os sons mágicos de uma orquestra perfeita, mas a emoção com que as vozes intérpretes a conduziam. Mas não, não era apenas música. Era uma coisa muito maior, que eu ainda viria a descobrir naquele dia.
Esqueci-me de tudo que havia vivido antes dessa experiência. Lágrimas já não eram suficientes pra expressar minha emoção diante do elenco cantando "Canção de um verão".
Assim que a introdução de "Mamãe me explica" começou, não entendi muito bem aquela sensação. Num misto de frio e calor, me arrepiei ao ouvir Malu Rodrigues cantar as primeiras notas... "mama me explica, mama me ensina...". Uma voz doce, mas muito firme. Uma interpretação doce, mas muito firme.

O que eu posso falar sobre "O Despertar da Primavera"? Seria superficial apenas dizer que o elenco, composto em sua maioria por jovens belos e (muito) talentosos, trata de descobertas da vida, do amor. Mas sim da nova vida, do novo amor. "O Despertar" não é apenas um musical. É 'O' Musical. É uma obra-prima. É genial. É imperdível. É coisa que não se pode deixar passar. Mas cuide-se: se você for uma vez, vai querer ir outra. E outra. E outra.

Eu, particularmente, senti uma inacreditável vontade de estar ali e ali e ali. Incluída naquela história. E de fato estava. Minha descoberta, isto é, MEU DESPERTAR, foi para o extraordinário mundo existente naquele palco.

"Seu corpo quer provar, é só sentir"

Não apenas meu corpo estava ali. Além dele, tenho certeza de que, como eu, o público estava ali por inteiro. Alma, corpo, mente, coração. Minha vida não seria mais a mesma depois de um amigo de Porto Alegre me recomendar o musical, e eu, do nada, ter a brilhante ideia de sugerí-lo para a programação de certo dia.
Mais que mágica, a atmosfera e o entrosamento dos atores é algo incomum. Lembro-me perfeitamente. Até mesmo cenas como o amor de Wendla e Melchior, ou o beijo entre Hanschen e Ernst foram impressionantes para mim, que tenho 19 anos. Mas digo impressionantes porque foram intensas demais. Foram brilhantemente executadas. Cenas lindas. Cenas loucas, nas quais os hormônios dos personagens pareciam estar fervendo.

Tudo era muito real. Não me esqueço do momento em que Martha e Ilse cantavam "Um escuro sem fim", música que trata sobre o incesto, lacrimejando. Foi incrivelmente forte. "Lá no fundo de mim é um escuro sem fim", cantavam, com intensidade. "Venha", outra cena impressionante em que todos do elenco interpretam com muita verdade. "Venha me tocar onde eu gosto, eu te peço". Dá pra ter uma ideia? Não, não dá!!! É, sim, chocante. Mas é poeticamente chocante.
Desperte com o despertar. Se você tem 14, 15, 20, 30, 40, 50 primaveras... não importa! No espetáculo, há jovens personagens despertando para a vida e todos esses dilemas dessa fase, além de alguns outros (...você definitivamente precisa assistir pra entender sobre o que falo!). Mas todas as idades despertarão para algo novo. Falo sobre algo TOTALMENTE novo.

Nos afundaremos na atmosfera de um espetáculo inundado de emoção, cenas ardentes, cenas poéticas, cenas divertidas, cenas criativas, cenas VERDADEIRAS, e, principalmente, cenas BRILHANTEMENTE executadas.

Desperte ao lado deles, e nunca mais vai querer adormecer.


*A peça está de volta a São Paulo.
*TODAS as informações AQUI!



Não pode vir a São Paulo assistir? Dá pra ter uma ideia assistindo a trechos dele
AQUI!

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