quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Meu "Eu lírico"....


Ora, veja, quem diria! Passaram-se quase dois anos e já é Natal! Muitas palavras foram ditas e eu ainda não consigo pensar em nada genial para escrever aqui. Se a matéria prima está esgotada me resta, então, chorar a falta dela. Vistas essas circunstâncias, nada mais apropriado do que utilizar o que há de mais clichê nesta época do ano: a avaliação do que passou.

Um emaranhado de parágrafos quase intraduzíveis. Mas totalmente compreensíveis para as peças certas do jogo. Como mencionei aqui, vivo com ideias vagas, pensamentos reprimidos, desespero de transmitir uma mensagem e sede de liberdade. Para falar e viver uma contracultura desse mundo que nos impõe um código de conduta. É preciso seguí-lo à risca para a sobrevivência em sociedade.

Sempre repito: que diriam as pessoas ao nosso redor se soubessem o que realmente pensamos sobre elas? Não estou livre para ser eu mesma. Admito. Como estou falando em retrospectiva (e não só do ano, mas de mim mesma ao longo da breve história desse blog), acredito já ter feito grande evolução pessoal. Mesmo assim, não me sinto à vontade publicar estas partes tão íntimas do meu "eu" interior.

Se fantasmas existem, este é o meu: minha mente. Não que ela seja impublicável ou intraduzível. Aliás, quase a desconheço, e receio de que nunca o farei. Só sei das minhas certezas, construídas no passado recente. O que quero e o que não quero. Mas não me sacio. Estou dando meus passos para o cheque mate (e nem sei jogar xadrez).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aquela Menina



Olheiras escurecidas e profundas, rosto pálido e cabelos frágeis. Marcas de um passado que nunca a ela acrescentou. Noites sem fim, músicas altas, sozinha em meio à multidão. Madrugadas acordadas e dias que nunca voltarão. Preocupações fúteis, quase inúteis, mas como o mundo, aquele tão perto e tão distante que a cercavam. Um mundo que não existe mais, a que não pertence mais. Amigos que não voltam, rostos que nunca viu, conversas apagadas.

Lágrimas esquecidas, olhos que não a viram, vozes não mais irá ouvir. Lembranças que não se vão do que sequer existiu. Pobre a menina, que não volta mais. A menina, que nunca se importou: não consigo mesma. Sem vaidades, sem maldades, preconceitos ou julgamentos. Por outro lado, falsas verdades, falsas amigas, falsas vontades.

Não se dava conta de, sequer, sua dimensão: corpo miúdo, gigante coração. Passado de que já não depende mais. Falsas ilusões de uma vida real: verdade que a puxa para dimensões a que jamais pensou chegar. Palavras, promessas, como se bastassem – tão abstratas quanto o fluido por onde voam os aviões. Como memórias intocáveis, inquebráveis. Crenças no chão, sem o perdão de quem não a entendeu.

Se alguém a contasse o que a esperava do outro lado do portal, aquele dos anos, ela não iria acreditar. Nem se passaram tantos assim, mas já suficientes para fazer com que sua essência permanecesse intacta. Medo, do escuro, mas não por falta de luz: por falta de discernimento. Que bom que aquela menina cresceu, aprendeu, ouviu e observou. Observou o que era verdade e o que a fazia bem. Ouviu quem tinha a ela dizer para crescer; aprendeu que alegria se construía em momentos.

Não fez amizades: consolidou as antigas, e continuou a buscar o caminho para a luz. Sem se importar consigo mesma – só quer construir sorrisos. E engrandecer. Uma realidade que ela nunca imaginou.

Olheiras escurecidas e profundas, rosto pálido e cabelos frágeis. Serão as futuras marcas de um passado com que sempre sonhou.

sábado, 11 de junho de 2011

Coisas sensacionais em um dia nem tão sensacional assim

Amanhã é o dia tão esperado por uns, tão repudiado por outros. Ironia ou não, é o segundo Dia dos Namorados que vivencio este ano (o primeiro foi em 14 de fevereiro, quando estava na Disney, o "Valentine's Day"). Pois bem, não faço parte de nenhum desses dois grupos - lovers and haters. Só acho que não é muito inteligente da parte de um casal deixar pra fazer coisas legais (como presentear-se, fazer uma viagem ou ir um jantar legal) só neste dia, quando tudo fica mais lotado e mais caro.
Mas enfim, não vim aqui falar de dia dos namorados. Vim aqui porque achei algumas coisas muito legais que quero compartilhar com vcs (tem alguém aí?).

1) Estava eu 'futricando' pelo G1, quando encontrei um blog simplesmente demais. É o "Todo Dia Um Look", sátira a esses blogs fashion e de estilo. Não dá pra negar que foi uma sacada genial desses guris (são três gaúchos). Vale a pena entrar (aproveitem que a postagem mais recente é do dia dos namorados haha). Confere aqui!

2) Ainda tratando de coisas 'gauchísticas', tem outro blog/site/jornal que é sensacional. "O Bairrista", como o próprio nome já diz, é totalmente bairrista. Notícias fictícias, engraçadas, inteligentes. Genial. Olha aqui!

3) Voltando ao dia dos namorados, quem ainda não assistiu "Eduardo & Monica", da Vivo? É lindo, mais que isso até! Virou Trending Topic. Assiste aqui!

4) "You Only Live Once". Porque eu acho sensacional! A música & a banda & o vocalista.... Dá um conferes aí.

5) Gordices não poderiam faltar: Petit Gâteau. É demais. Gelado & quentinho. Both ways. nhummm... E tu, o que acha sensacional?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estive pensando...

Às vezes eu queria ter uma borracha mágica que apagasse alguns pensamentos e lembranças. "Penso, logo existo". Posso não existir um pouquinho? Só de vez em quando, prometo. E não, não se trata do sentido deprimente da coisa.

Só acho que é um direito das pessoas ter o mínimo de controle sobre o que vão sentir e pensar, concorda? Menos sofrimento, menos drama, menos instabilidade (não que eu seja instável...) e, com certeza, menos pessoas de mal umas com as outras por motivos toscos ou mesmo sem motivo, o que não é raro.

Por outro lado, se simplesmente resolvêssemos deixar de lado questões pelas quais não queremos ter preocupação, viveríamos provavelmente mais em dúvida. "E se...?" E a dúvida é sempre pior do que uma verdade nua e crua, muitas vezes cruel, mas clara. Dúvida corrói.

Na real, nem sei aonde tô tentando chegar. Mas o que eu acabei de me dar conta é que se eu tivesse a tal borracha talvez não seria tão interessante o fato de viver e lidar com os “pesares”. Os resultados até que podem surpreender.

Dizem que a vida tem altos e baixos. Eu prefiro acrescentar que tem também uma constante, que é tipo o "fio da meada" que equilibra tudo. E talvez seja apenas questão de conveniência mesmo querer fugir de certas coisas que nos assombram a mente.

Melhor mesmo deve ser viver de todas as formas, cores, sabores e amores. Algumas coisas, confesso, não têm a constante: fazem meu dia, mas conseguem acabar com ele num instante. Já outras são totalmente constantes tipo um cineminha, um bate-papo, teorias, futilidades, filosofia (ã?).

Ah, a possibilidade de mudar de ideia rapidamente tambem. Ok, nada de borrachas. Como assim?

É: assim.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Voltei!


Tô esforçadamente tentando elaborar o início pra algum texto que eu estou prestes a criar aqui, mas confesso que a falta de prática tá me dificultando um pouco. Já é 2011, e por acaso lembrei-me que tenho um blog... é, meio jogado às traças, mas ainda assim é meu.

Nesse meio tempo, já fiz (e qualquer um também, suponho) tantas coisas! Coisas planejadas, outras não; coisas muito legais, outras nem tanto; outras só quis, mas querer nem sempre é poder. Já chorei, já sorri, já cantei, já viajei, já dancei, já briguei e já fiz as pazes. Já parti e já cheguei. Já fiz planos e também mudei de ideia algumas vezes.


Quero ser bem sucinta hoje. Meu ponto é que estamos sempre em busca de algo, seja material ou pessoal. Sempre estamos em função de nossos objetivos - sejam os mais banais, como acordar de manhã e tomar um banho (quanta criatividade!), sejam os de longo prazo, como se formar na faculdade.

É claro que seria muito fácil se fosse tão simples assim.
Mas, há outros fatores que "interagem" conosco e influenciam nossos planos e decisões.
Empecilhos ou não, esses fatores podem ser coisas (um buraco na estrada) e/ou pessoas (você terminou um relacionamento e aquela viagem a dois programada pro fim ano vai pro beleléu).

Há outras vezes em que você simplesmente planeja alguma coisa, e se dá conta de que não vai conseguir realizá-la tão breve; ou, ainda, nem vai realizar (se dependesse só da gente, né).
Aí você acha que estava se encaminhando bem... mas que espera é essa? Quando vê, já se passaram meses. Opa, quase um ano.

Esquecer também é bom, às vezes. Aí é que está a graça, talvez. O mistério das "coisas" (ou pessoas), pelas quais você espera tanto para saber (ou conhecer). Só não esqueçamos de esperar e planejar menos e viver e realizar mais.