terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Palavras, apenas

Sempre me pego tentando escrever algo que valha a pena. Mas as palavras são como a vida: vêm na hora que lhes cabem, são muitas vezes inesperadas e incertas. Podem ser boas ou ruins, ou ainda ambas: depende da percepção de cada um.

O que acontece é que não há a hora exata para as palavras, assim como não há para a vida. Quem sabe quando poderemos partir? Basta estarmos vivos. E nascer, por que não? Com um pouco de sorte! Acho válido, então, expressar, através de cada palavra, a essência da vida. Vida essa abstrata, mesmo inexistente. Afinal, cada linha escrita, recheada de palavras, é mera fantasia. Não muda nada se ela existe ou não.

Se formos analisar, palavras soltas podem ser tão insignificantes quanto uma vida vegetativa: não possuem sentido fora de um contexto, nos deixam à mercê da dúvida. Elas precisam combinar com ações, emoções e significados. Mas quando estes são contraditórios, tudo se complica.

Uma vírgula altera completamente o sentido de uma frase. Uma ação altera todo o percurso de uma vida.

Basta escrever. Basta viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário